ROSA KLASS

Os desafios do câncer por Ingrid Klass e Vanessa Rosa

Eliana Pandini em “EU JÁ FUI CAREQUINHA!!!”

eliana pandiniOutubro Rosa chegou! Gostaria de compartilhar um pouco da minha história de luta contra o Câncer de Mama, igual a tantas outras, mas que teve um diferencial que foi, e é fundamental para a minha cura.

Aos 41 anos fui diagnosticada e tive a confirmação através de exames que já haviam sido feitos antes de abril de 2012, data do diagnóstico, mas não foi detectado por causa da má qualidade dos exames feito no interior da Bahia e na rede particular, por aí já podemos imaginar quantas vidas foram perdidas por causa da deficiência na saúde de nosso Estado e até mesmo do País. A persistência do meu Marido para que procurasse um especialista na capital Baiana foi grande, tendo ele mesmo a iniciativa de marcar a consulta, pois estranhava um liquido viscoso que saia de ambas as mamas, sendo da mama esquerda mais escura que da mama direita, levou-o a suspeitar que houvesse algo errado comigo. Mesmo depois do diagnóstico, não me desesperei, não tinha necessidade para isso, pois sempre tive muita fé e o apoio da minha família e amigos, manter a calma nessas horas é essencial. Assim que cheguei na minha cidade, mesmo tendo plano de assistência médica empresarial, procurei imediatamente o SUS, pois não sabia até que ponto seriam cobertos os diversos exames solicitados pelos médicos. Depois de dois meses do diagnóstico, retirei a mama esquerda e os ductos mamários da mama direita, e graças a DEUS os linfonodos sentinelas não foram parte do problema. Tive uma recuperação um pouco complicada e quinze dias depois da cirurgia, ou seja, quase oitenta dias depois, a secretaria de saúde do meu município me ligava para avisar que tinha conseguido marcar uma consulta com o mastologista – acompanhem o meu raciocínio – Eu já estava diagnosticada de câncer de mama quando os procurei, então havia uma certa urgência em passar pelo médico especialista, o tempo é um inimigo para um paciente com câncer, infelizmente a gente tem que correr contra ele, e eles me ligam depois de 80 dias para me falar que minha consulta tinha sido agendada. Chego a conclusão que se tivesse dependido do SUS, como milhões de brasileiros dependem, certamente não estaria aqui lhes escrevendo agora. Passei por todas as dificuldades que um paciente oncológico tem que passar, fraqueza, queda de pelos e cabelos, mal estar, por mais algumas cirurgias, inclusive a retirada da própria prótese, tive uma espécie de rejeição, fiz até uma visita na UTI por causa de problemas pulmonares mas nunca me abati, encarei olhares de críticas e preconceitos de pessoas que acham que o câncer é uma sentença de morte, que devemos ficar em cima de uma cama, saindo apenas para visitar clínicas e hospitais e esperar conformada ou desesperada pela provável morte. Sempre me achei acima de qualquer suspeita, tenho quatro filhos e dessas fases de maternidades, amamentei por dez anos da minha vida, não tenho a genética do câncer de mama na família, sou a primeira e espero ser a última, apesar da obesidade, em parte devido ao uso de corticóide que tomo desde os cinco anos de idade por causa da asma, sou bastante ativa, trabalho, faço faculdade e ainda cuido da casa e da família. Porém nunca questionei DEUS: Por que Sr º comigo? Nunca!

Só agradeci pela oportunidade de ser diagnosticada cedo e poder me cuidar, agradecer pelo Marido e os filhos que tenho. Acredito que tudo é aprendizado e crescimento, mesmo aquilo que às vezes não parece ser, que o amor incondicional nos torna mais fortes, lhes digo: que o câncer me ensinou a viver, a amar ainda mais e a valorizar meu próximo e o irmão de longe, e que dessa vida só vamos embora em paz quando sabemos que deixamos alguma semente boa em nosso meio e deixamos saudades, porque se existe saudade é porque existiu amor verdadeiro. Apesar da minha condição física (Me chamo carinhosamente de “Têtaplegica”, rsrsrsrsr). Sou amada e desejada pelo meu marido, aprendi com Ele que beleza externa é só padrão, que o amor é fundamental para sermos felizes, que existe a “quimioterapia do amor” e é a mais eficiente das Quimioterapias, está ai o diferencial da minha história que falei no começo, o apoio, companheirismo, solidariedade, cuidado, respeito, afeto. O amor que todo paciente com câncer devia receber, para assim se tornar mais forte. Meu nome é Eliana Pandini Pereira Figueiredo, moro na cidade de Entre Rios, na Bahia, tenho 44 anos, sou casada há 26 anos com Jorge Figueiredo, tenho quatro filhos (Lisbela Pandini, La vínia Pandini, Leoni Pandini e Levy Pandini). VENCI O CÂNCER e espero que minha história ajude quem precise nesse momento. Um abraço!

familia eliana

One thought on “Eliana Pandini em “EU JÁ FUI CAREQUINHA!!!”

  1. Obrigada pelo carinho, mas o que tive foi o que me levou a vitória, e hj agradeço a DEUS por tudo…Mas a luta continua. Vamos com muita fé.

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