ROSA KLASS

Os desafios do câncer por Ingrid Klass e Vanessa Rosa

Alimentação saudável e prevenção do câncer

Há um século, os estudos em nutrição tinham importância secundária à medicina e estavam voltados para avaliações de deficiências qualitativas e quantitativas na dieta. Hoje, no alvorecer no novo milênio, a ciência rende-se ao fato de que a nutrição tem impacto decisivo na saúde, na recuperação e na prevenção de doenças.

A alimentação saudável é um dos hábitos protetores contra o câncer, e contribui também na prevenção de doenças cardíacas, obesidade e outras enfermidades crônicas como o diabetes. Hoje já está estabelecido que a alimentação variada e equilibrada proporciona a saúde.

alimentação

Frutas, legumes, verduras e cereais integrais são os principais alimentos protetores, por conter nutrientes, tais como vitaminas, fibras e outros compostos, que auxiliam as defesas naturais do corpo a destruírem carcinógenos antes que eles causem sérios danos às células. Entre os principais, estão o ácido fólico e os carotenóides. A avaliação de numerosos voluntários – em alguns casos, por mais de 12 anos – mostrou que aqueles que consumiam maiores proporções desses nutrientes (ácido fólico e carotenos) apresentaram mínima incidência de câncer.  

Por outro lado alguns tipos de alimentos se consumidos regularmente durante longos períodos de tempo, parecem fornecer o tipo de ambiente que uma célula cancerosa necessita para crescer, se multiplicar e se disseminar.

Nesse grupo estão incluídos os alimentos como frituras, molhos com maionese, bacon, presuntos, salsichas, linguiças, mortadelas, entre outros.

nitritoenitrato

Existem também alimentos com níveis significativos de agentes cancerígenos. Por exemplo, os nitritos e nitratos usados para conservar alguns tipos de alimentos, como as salsichas e outros embutidos e alguns tipos de enlatados se transformam em nitrosaminas no estômago. E as nitrosaminas tem ação carcinogênica potente.

Mesmo considerando os alimentos vegetais, no caso dos enlatados ou conservas, ocorre a adição de inúmeros produtos visando conservar o alimento e acabam por trazer riscos à saúde, por se tratarem de substâncias estranhas ao nosso organismo. É o caso, além dos nitritos, também dos conservantes e dos diversos corantes utilizados, muitos com grande potencial carcinogênico.

Outro estudo revelou que uma alimentação pobre ou ausente em açúcares está relacionada a um aumento da longevidade em animais e humanos. A restrição calórica é a única forma descoberta até hoje capaz de reduzir os efeitos do envelhecimento em todas as variedades de animais, incluindo as espécies mamíferas. Existem estudos irrefutáveis, nos quais camundongos e primatas que tiveram suas quantidades de ração reduzidas pela metade mostraram uma longevidade significativamente aumentada. Esses estudos, foram publicados nas revistas American Journal of Physiology (2001) e Physiology Genomics (2004).

Referências

Web sites
www.ica.gov.br
www.oncoguia.org.br

Artigos médicos indexados
http://www.pubmed.com

Currículos nacionais
http://lattes.cnpq.br

pamela

Paloma Alberti Gosch
Nutricionista Clínica e Oncológica
CRN-4 1914

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